Vários Um

July 3, 2009

Simples verdade

Filed under: Crônicas

 

"O povo é chamado a votar a cada quatro ou seis anos mas depois das eleições passa para segundo plano enquanto deputados, ministros, funcionários e o próprio presidente repartem com seus amigos empresários os contratos, os acertos confidenciais e todo tipo de verba pública."

 

Rubén Escobar, em entrevista recente sobre o golpe em Honduras. Daqui. 

July 1, 2009

Caminho

Filed under: Poemas, Música

Eu vou fazer o caminho
que eu vou passar

Eu vou colocar pedra por pedra do caminho
que eu vou passar

Adentrismo Oral

Filed under: Poemas

Dois poemas do "Batata cozida, mingau de cará (tradição oral)", de Eloí Elisabete Bocheco.

Eu também

Eu fui buscar água
lá onde o Judas perdeu as botas
eu também
me enrosquei num cipó
eu também
entrei num caminho sem fim
eu também
subi numa árvore
eu também
caí de maduro
eu também
dancei valsa com uma cobra
eu não!!!

Vamos?

Vamos à campina,
elfos gentis,
colher a flor pequenina,
ouvir o que a relva diz?

o araçá,
o mal-me-quer,
a flor-de-liz

São João me prometeu
me dar uma morada
entre lírios, açucenas
e rosas da madrugada.

June 23, 2009

Desconhecido

Filed under: Poemas

Sozinho pede ainda mais coragem -
a bravura é mais bravura, como a caridade é mais caridade,
sem platéia nenhuma.

Com meus poemas
combato o crime na cidade -
e com essa pinta de pacato
Clark Kent -
não me adivinham o Batman.

June 16, 2009

Troll

Troll kalla mik tungl sjötrungnis, auðsug jötuns, élsólar böl, vilsinn völu, vörð náfjarðar, hvélsvelg himins – hvat's troll nema þat? They call me Troll; Gnawer of the Moon, Giant of the Gale-blasts, Curse of the rain-hall, Companion of the Sibyl, Nightroaming hag, Swallower of the loaf of heaven. What is a Troll but that?

Eles me chamam Troll; mastigador da Lua, gigante dos tufões, maldição do salão da chuva, companheiro da Sibila, bruxa do gemido noturno, engolidor do pão celeste. O que mais pode ser um Troll?

Cantar II

Filed under: Poemas, Música

Eu posso cantar
Eu ainda canto
Acabei de jogar fora
Tantos quilos de memória
Agora canto
Agora canto

Eu posso cantar
Eu ainda canto
Lambi a árvore da vida,
Vida, vida, oh, querida
Agora canto
Agora canto

Eu posso cantar
Eu ainda canto
Toda a culpa a terra torna
Da floresta vinho entorna
Agora canto
Agora canto

Eu posso cantar
Eu ainda canto
Eu andava tão cansado
Há tantos dias acordado
Agora canto

Agora canto

Cantar I

Filed under: Poemas, Música

Vim aqui para cantar
e cantei
não compreendi o que vi,
não atinei
a injustiça a mentira a confusão
e tanto amor perdido, misturado
- não vi sentido nenhum

mas vim cantar e cantei
e tudo isto que não entendi
cantei
e vou cantando rua afora
para além das cordas vocais
para além dos instrumentos musicais

as cantigas do mundo
no mundo ficam

a canção que já vinha
segue

 

Filed under: Poemas, Desenhos

Porque passei por que passei
te reconheci -
sábio musgo

 

 

 

 

June 15, 2009

Linguagem

Filed under: Estudos

Mais árduo, e por isso mesmo mais apaixonante, foi o trabalho da tradução dos textos religiosos. De maneira nenhuma por causa do uso constante que as Belas Palavras fazem da metáfora: basta saber que, quando o texto fala do "esqueleto da bruma", ele nomeia o cachimbo de barro onde os sábios fumam seu tabaco; que a "flor do arco" designa a flecha; que o nascimento de uma criança se diz "uma palavra se provê de um assento"; o embaraço do tradutor provém mais da dificuldade de dominar o espírito que corre secretamente sob a tranquilidade da palavra, de captar a embriaguez deste espírito que marca com seu selo todo discurso enigmático.

CLASTRES, Pierre. Na introdução de: A Fala Sagrada. Mitos e cantos sagrados dos índios guarani. SP: Papirus, 1990. Pp. 17.

June 10, 2009

Peixes

Filed under: Desenhos

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