4.6.2009

Sonho

Categorias: Poesia, Crônicas, Sonhos

Sonhei que te batia na cara, te dei um tapa, e outro - bem forte - e você tinha vindo tão mansa, deitara na minha cama, elogiara meu velho quarto malarrumado - me doeu, porque eu sei que você viajou o mundo e eu fiquei preso nesse quarto velho.

Você só está sendo piedosa, então eu te bato bem forte, na cara, na face, com raiva.

Mas depois eu te beijo e te pego com tanto desejo contido, os sons frios e secos dos tapas e palavras ruins se transformam num farfalho úmido confuso de sussurros e gemidos, de um velho prazer que espera.

Bati porque amo - e acordo de mais um pesadelo.

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