Três poemas de sentido obscuro
-
Jaguatirica
realiza-se
em cores, miados
mandíbulas
peixes fluem
refluem
ouro, prata
e este poema -
naderías, tonterías!
minha natureza -
só, inútil
e poeta
pertenço-me
-
forço até lágrimas
cerco, flecho
o menino-poeta
fustigo-lhe
bato-lhe
e ele geme
em versos
queria dizer
o abandono de tudo
e no entanto
tudo está aí
-
cago ouro -
riqueza da folha morta
esconderijo da lacraia:
há vida
sei não morrer:
segredo
não é segredo
porque quero -
é além palavras
cago prata -
estonteante brilho cego
trovão ensurdecedor
sei viver:

muito bom.
um abraço.
romério
romério rômulo — September 18, 2009 @ 5:02 pm