31.10.2009

Bichos

Categorias: Desenhos

Bichos

Categorias: Desenhos

Peixes

Categorias: Desenhos

adentrismo

Categorias: Adentrismo

 

 

30.10.2009

Um Leminski

Categorias: Poesia, Adentrismo

Hieróglifo

Todas as coisas estão aí
para nos iluminar.
Discípulo pronto,
o mestre aparece,
imediatamente,
sob a forma de bicho,
sob a forma de hino,
sob o vulgo de gente,
como num livro, devagar.

Mestre presente,
a gente costuma hesitar,
nem se sabe se o bicho sente,
o que sente a gente,
quando para de pensar.

Paulo Leminski, de O ex-estranho.

26.10.2009

Sonho com cartas

Categorias: Sonhos

Na sala de estar, sentados em roda, eu, minha irmã, o professor Pasquale e uma garota, adolescente e linda de morrer. Conversávamos quando apanho um maço de cartas de tarô. "Vamos cada um tirar uma carta", digo. Escolho a minha, sem olhar qual é, e estendo a mão com as cartas para os outros tirarem as suas. A garota demora um pouco a escolher, ajoelha-se no chão, pensa, e por fim apanha não uma, mas três cartas.

Pasquale mostra a sua. "A Morte". Eu digo: "Parece que nosso amigo professor Pasquale está enfrentando um momento de grandes mudanças em sua vida". Minha irmã mostra a sua, é um esqueleto. A carta pertence a um tarô xamânico que vi certa vez. Explico que ela indica a base, a estrutura de nossa vida e que tem um sentido de iniciação.

Minha vez. Minha carta mostra um gato preto e um coração. "Seu é o gato!", diz minha irmã. Dizendo isso um gato de verdade aparece, sobe no sofá e chega o rosto perto do meu. É um gato preto e branco. Acaricio-o, sentindo-me feliz. Um outro gato, também preto e branco mas não igual ao outro, aparece e toca meu rosto com a pata. "Está com ciúmes", diz minha irmã. Então ponho os dois gatos no colo, muito orgulhoso.

Agora a vez da jovem garota. Quando ela vai mostrar suas cartas, eu acordo.

Sonho anotado em 08 de setembro de 2007. O primeiro gato era o Bartolomeu.

Banda (velho desenho)

Categorias: Desenhos

24.10.2009

Espírito da Colmeia

Categorias: Cinema


22.10.2009

Sonho Tesouro da Biblioteca

Categorias: Sonhos

Lá estava eu na biblioteca pública, esquecido funcionário empoeirado. Foi então que Caela Terra entrou, toda cigana, dizendo que veio buscar os pertences de seu "antigo amor". Ela começou a arrastar todas as estantes, abrindo um espaço bem no meio da biblioteca. Ali, ela começou a cavar o chão, primeiro destruindo o mármore, com as mãos, então cavando, cavando… fui ajudá-la. Cavamos até encontrar uma arca.

Dentro da arca, há papéis, com desenhos e poemas. São os meus desenhos e poemas! "Estes são do homem que amei", diz Caela, olhando pra mim sem me reconhecer. Eu sei que sou eu, mas ela fala como se fosse uma outra pessoa, alguém que morreu faz muito tempo. Estou tão emocionado ali, vendo aqueles desenhos!

Adaptado de um sonho que anotei em 23 de agosto de 2005.

 


 

Estudos

Categorias: Estudos

Nosso povo viveu em três tempos: antes do contato, o contato e depois dele. O que temos de antes do contato aprendemos ouvindo histórias e através dos rituais sagrados - era um tempo de riqueza cultural, de fartura, em que vivíamos felizes em harmonia com a natureza. O que precisávamos pedíamos a ela e ela nos dava, sem pedir nada em troca. Nós éramos da natureza e a natureza era nossa casa.

Rânison Xacriabá, graduando no FIEI (Formação Intercultural de Educadores Indígenas)/UFMG. Tirado da revista (maravilhosa) Tabebuia, do projeto Literaterras da FALE - UFMG.

Em contraste com isto.

 

Adentrismo Llansol

Categorias: Poesia, Desenhos, Adentrismo

Fiquei a saber que o dom poético é a língua tocada pela expansão do universo, que este caminha para o vivo.

Maria Gabriela Llansol.

Outra!

Mais uma epígrafe para um livro sobre política no Brasil:

Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse votação, Jesus teria de fazer coalizão com Judas.

Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro de 2009.

20.10.2009

Epígrafe para um livro atacando a classe política

Epígrafe do livro "O que o Sol tem a ver com isso?"

Nós somos um país tropical, nunca vão encontrar santos por aqui.

Fernando Gabeira, 18 de outubro de 2009. Tirei do Hermenauta também.

Coletânea de Epígrafes

 

Quando o jogo termina, Rei e Peão retornam para a mesma caixa.

 

Provébrio Italiano, tirei daqui.

17.10.2009

Cantores, Dédalos satisfeito, Ariane e Minotauro dançando no labirinto

Categorias: Desenhos


 

 

16.10.2009

Desenhos

Categorias: Desenhos

 

 

 

 

 

Esse desenhar

Categorias: Desenhos

 

 

 

 

Estudos

Categorias: Estudos, Mistérios

Em livros e hinos dos dias passados, que falavam da religião "dos pagãos em sua cegueira", ele [o pagão] era retratado como um ser de estranha pervercidade, apto a curvar-se a "deuses de madeira e pedra". A questão de porque ele agia assim tolamente nunca foi levantada. Foi apenas esta "cegueira"; a luz do evangelho ainda não os havia alcançado. Hoje em dia o selvagem tornou-se material não apenas para conversão e assunto de hinos mas também para a observação científica. Queremos entender sua psicologia, isto é, como ele se comporta, não apenas por ele, para que possamos abrupta e despóticamente convertê-lo ou reformá-lo, mas por nós mesmos também: parcialmente, é claro, pelo simples prazer de saber, mas também - uma vez que percebemos que nosso próprio comportamento é baseado em instintos afins aos dele -, para, entendendo seu comportamento, podermos entender, e quem sabe melhorar, o nosso.

Antropólogos que estudam as culturas primitivas de hoje descobrem que a adoração de falsos deuses, o "curvar-se diante de madeira e pedra" vivem mais na mente dos escritores de hinos do que na mente dos selvagens. Procuramos por templos de ídolos pagãos: encontramos salões de danças e danças rituais. O homem selvagem é um homem de ação. Ao invés de pedir a um deus para fazer o que ele quer que seja feito, ele o faz, ou tenta fazer ele mesmo; ao invés de rezas ele diz encantamentos (utters spells). Em uma palavra, ele pratica magia, e sobretudo, ele está sempre e estenuosamente envolvido em dançar danças mágicas. Quando um selvagem quer sol ou vento ou chuva, ele não vai à igreja e se prostra perante a um falso deus; ele chama sua tribo e dança uma dança do sol ou uma dança do vento ou uma dança da chuva. Quando ele quer caçar e capturar um urso, ele não reza a seu deus pedindo força para ser mais esperto e mais forte que o urso, ele estuda sua preza numa dança do urso.

Ancient Art and Ritual, Jane Harrison (1913).

 

Epígrafes

 

Se a floresta te abriga, não a chame de "selva".

 

Provérbio Akan. Deste maravilhoso post do Nei Lopes, um texto sobre os Adinkra, coleção de símbolos oraculares do povo axanti.

Escolhi um, Onyan, o coração (clique na imagem para abrir o site onde tem muitos para se clicar e estudar):

Onyan diz: Com a graça de Deus, tudo vai dar certo!

13.10.2009

Adentrismo Laerte Genial

Categorias: Adentrismo

 

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