16.11.2009

Sonho da Infância

Categorias: Sonhos

Meus pais haviam saído e a babá dormia, roncando diante da televisão, quando a fada entrou espalhafatosamente pela janela. Quedou-se no chão do meu quarto, quieta, assustada, emitindo um tênue brilho dourado. Era linda com asas de borboleta, linda de saia curta, de boca linda, linda orelha, lindo olho e mãos e pulso. Desci da cama vacilante. Ela me deu a mão e um leve sorriso, e me levou, por uma porta estreita, a um quarto à meia luz que tinha fios por todos os lados, como uma enorme rede, uma teia. Ela moveu-se entre os fios e sentou-se no centro do quarto, eu segui e me sentei diante dela, e ela, com lentos gestos de ritual, abriu as pernas para mim, e tocou o próprio sexo com a mão.

Sítio: Adentrismo Astrológico

Categorias: Adentrismo

E como as pedras mais preciosas se encontram na zona tórrida, e o Brasil se situa quase no meio dela e próximo à linha equinocial, é de crer-se que receba influência do sol, gerador do ouro, que aí passa duas vezes pelo zênite. O que me leva a dar crédito ao que dizem os franceses e índios e outras testemunhas oculares, de por aí existirem muitas minas de ouro e pedras preciosas e muitos viveiros de pérolas. Ademais, achando-se o país no mesmo clima do Peru e em continuação terrestre deste, é provável que não haja no Peru riqueza alguma que se não encontre no Brasil, que se localiza apenas mais para o oriente, na mesma latitude de Cusco e nas vizinhanças do rio Amazonas, o maior e mais rico rio do mundo.

Claude D’Abbeville, História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, pp. 163.

Do diário de sonhos

Categorias: Sonhos

Terça, 19 de Agosto, 2008

Tive um momento de “perder o dente” esta noite. Caminhava pelas ruas com um amigo, cuidando de quaisquer que fossem os assuntos do sonho, quando meus dentes começaram se soltar. Comecei a cuspir molares, muitos, mais do que poderia caber em minha boca! Chegamos à casa de uma mulher, onde haveria uma festa e eu ia cantar com meu amigo. Pedi para ir ao banheiro antes que alguém me visse sem todos aqueles dentes. Trazia-os todos na mão direita. No banheiro, olhei-me no espelho: ainda haviam alguns dentes, meio soltos, dependurados na minha gengiva.

Terça, 02 de Agosto, 2005

Não me lembro de quase nada deste sonho, mais sei que meu pai estava nele e nós brigávamos, não sei porque. Eu estava nervoso, havia algo que eu não queria aceitar, ou ele. Lembro-me de sair de casa e ganhar as ruas falando sozinho, reclamando, explicando a mim mesmo o conflito. Então em algum momento sinto um incômodo metálico na boca, então tiro toda minha arcada dentária inferior. Era como se fosse uma dentadura, mas não era: eram meus dentes de verdade, mantidos juntos por um pedaço de arame. Eu os observei, limpei com um pano, soprei, e pus de volta. Depois tinha um cara tocando violão muito bem e eu me senti inferior e havia uma garota olhando ele tocar e senti inveja. Quando o cara terminou de tocar, largou o violão e eu rapidamente peguei e comecei a imitar os acordes, até que não estava ruim, mas sem dúvida não soava tão bem quanto a música que ele fazia.

Segunda, 28 de Fevereiro, 2005

Diante do espelho, tirei da minha boca um dente podre. Então comi um punhado de biscoitos água-e-sal, e vomitei no tapete. A massa vomitada começou a passar por umas transformações. Primeiro era como bolhas amarelas e azuis em algo parecido com mercúrio. Depois, eram minhocas, vermes enroscados uns nos outros, vermes pretos e marrons, e um especialmente vermelho. Eu estava sentado no sofá da sala e havia alguém do meu lado, eu lhe apontei as minhocas, e fiz notar especialmente a vermelha, tão parecida com uma crista de galo. Uma minhoca se separa do bando e vem se arrastando em minha direção, está perto da minha perna e eu me encolho temendo o contato. De repente, o verme cria pernas feito uma centopeia e então cria asas feito uma libélula e então sai voando.

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