25.11.2009

Retratos Bahia

Categorias: Desenhos

24.11.2009

Retratos

Categorias: Desenhos

Gatos

Categorias: Desenhos

 

Estas pinturas tavam lá na casa da minha mãe mofando. Pintei-as em 2008, guache sobre papelão.

A moça é Maria Madalena. Pintei inspirado por uma cantiga do Adolfo, inspirada pela ayahuasca:

Santa Maria Madalena / Por todos desprezada / E o seu Ser Divino / Ninguém respeitava
Santa Maria Madalena / Que tanto que sofria / Depois de encontrar com o Mestre / Só teve alegria
Santa Maria Madalena / Que a Cristo tanto amou / Que o seu coração / Em chamas se inflamou
Meu Senhor Jesus Cristo / Doce como o mel / Fez da última do mundo / A primeira do céu
Recebe filho meu / Este seu hinário / Tira os teus irmãos do escuro / E leva eles pro claro

23.11.2009

Estudos

Irmã Senhorita Rita postou no blog dela e eu pesquei.

A dança é celebração, a dança é linguagem. Linguagem para aquém da palavra: as danças de cortejamento dos pássaros o demonstram. Linguagem para além da palavra: porque onde as palavras já não bastam, o homem apela para a dança.
O que é essa febre, capaz de apoderar-se de uma criatura e de agitá-la até o frenesi, senão a manifestação, muitas vezes, explosiva, do instinto de vida, que só aspira rejeitar toda a dualidade do temporal para reencontrar, de um salto, a unidade primeira, em que corpos e almas, criador e criação, visível e invisível se encontram e se soldam, fora do tempo, num só êxtase. A dança clama pela identificação com o imperecível: celebra-o.
Tal é a dança do rei Davi diante da Arca, ou a que encantava e arrastava num turbilhão sem fim Meviana D’jellal ed’dim Rumi, o fundador da confraria dos dervixes rodopiantes (mawla-wiyya), e um dos maiores poetas líricos de todos os tempos. Tais são também todas as danças principiativas, todas as danças qualificadas como sagradas.
Mas tais são, ainda, na vida dita profana, todas as danças populares ou eruditas, elaboradas ou de improvisação, individuais ou coletivas, as quais, em maior ou menor grau, buscam uma libertação no êxtase, quer ela se limite ao corpo, quer seja mais sublimada - na medida em que se admita que haja graus, modos e medidas no êxtase.
O ordenamento da dança, seu ritmo, representa a escala pela qual se realiza e completa a libertação. Não há melhor exemplo que o dos xamãs, pois eles mesmos confessam que é com a dança, acompanhada pelo seu tambor, que se consuma a sua ascensão para o mundo dos espíritos. Da Grécia e de seus mistérios, da África, pátria dos orixás e do vodu, ao xamanismo siberiano e americano, e até nas danças mais livres do nosso tempo, por toda parte o homem exprime pela dança a mesma necessidade de livrar-se do perecível. As numerosas danças rituais para pedir chuva não diferem, nesse sentido, de nenhuma maneira, da mais trivial dança amorosa e a extenuante dança do sol, dos índios das pradarias norte-americanas, bem como as danças de luto da China antiga põem a prova a alma, procuram fortificá-la e conduzi-la pela senda invisível que eleva do perecível ao imperecível. Porque se a dança é provação fervente, e prece, ela é também teatro.
No Egito onde as danças eram tão múltiplas quanto elaboradas, elas traduziam, segundo Luciano, em movimentos expressivos, os mais misteriosos dogmas da religião, os mitos de Ápis e Osíris, as transformações dos deuses em animais e, acima de tudo, os seus amores.

Chevalier & Gheerbrant. Dicionário de símbolos.

20.11.2009

Menino de Arempebe

Categorias: Desenhos

Retratos Bahia

Categorias: Desenhos

Desenhos da Bahia, feitos em 2002. Com Pastel Oleoso.

Catu, Ilha de Itaparica. (As cores estranhas das pedras são obra de Iara Terra).

 

 Arembepe:

 

 

 

 

 

 

 

 

19.11.2009

O Mundo (do meu ponto de vista)

Categorias: Poesia, Crônicas

Adentrismo poesia popular hoje

Categorias: Poesia, Música, Adentrismo

Nóis Nasceu Pra Ser Patrão

É o Menor e o DJ Gá

Nóis nasceu pra ser patrão (2x)
Vários carros, várias moto,
No pescoço várias prata
De Whisky e Red Bull e
No baile funk só as gata.
É o Menor e o DJ Gá Mlk Top é nóis então,
Gasta mesmo sem miséria
Nóis nasceu pra ser patrão
Nóis nasceu pra ser patrão.

Menor e DJ Gá.

Piriguete (trecho)

Em Governador, lá em Salvador,
Rio de Janeiro, Santos e Belô
todo mundo já conhece, sabe o que acontece
quando vê a gente, ela se oferece
Mexe o seu corpo como se fosse uma mola
dedinho na boquinha, ela olha e rebola
chama atenção, vem na sedução, essa noite vai ser quente
eu vou dar pressão.

MC Papo.

Baile das Comunidade

Quer curtir baile bom e funk de verdade?
no Rio de Janeiro é só nas comunidades
você não paga pra entrar, não paga pra sair
vai zoar e tirar onda e vai se divertir
os playboys da zona sul e as celebridades
também curtem baile funk de comunidade
mas se a chapa esquentar não fique assustado
é o DJ que tá tocando o pancadão bolado

MC Gil do Andaraí.

17.11.2009

Faun e Flo

Categorias: Desenhos

14.11.2009

Zoo

Categorias: Desenhos

 

 

13.11.2009

Desenhos

Categorias: Desenhos

 

 


10.11.2009

Poemas 2009

Categorias: Poesia, Desenhos

Apanhado de poemas meus, 2009. Chamei de Ocirente. Juntei pra fazer um livro. Para ler, clique no desenho.

Também fiz uma seleção de Poemas Acreanos. Aqui.
 

8.11.2009

Observação

Categorias: Desenhos

 

 

 

 

Desenhos

Categorias: Desenhos

Desenhos

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4.11.2009

Deusa

Categorias: Desenhos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

31.10.2009

Bichos

Categorias: Desenhos

Bichos

Categorias: Desenhos

Peixes

Categorias: Desenhos

30.10.2009

Um Leminski

Categorias: Poesia, Adentrismo

Hieróglifo

Todas as coisas estão aí
para nos iluminar.
Discípulo pronto,
o mestre aparece,
imediatamente,
sob a forma de bicho,
sob a forma de hino,
sob o vulgo de gente,
como num livro, devagar.

Mestre presente,
a gente costuma hesitar,
nem se sabe se o bicho sente,
o que sente a gente,
quando para de pensar.

Paulo Leminski, de O ex-estranho.

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